Esse é mais um dos "causos" do "acauso" que rondam as rodinhas de fofoca nas melhores galleys de nossos Boeings e Airbuses. O caso aconteceu com um amigo de um amigo de um amigo meu. Que seja. O fato é que a historinha é boa, sô.
Em um de nossos turn-arounds na Índia, mais precisamente em Bombaim, dizem que um passageiro foi ao banheiro e deixou um belo cocô no chão. Sei que é difícil de acreditar, mas, poxa, lembrem-se que muitos de nossos passageiros são trabalhadores que vem de partes distantes do planeta onde vasos sanitários são um tanto, hm, inéditos.
Eu mesma já vi uma surpresinha desagradável no chão em um vôo para Daca, a capital de Bangladesh. E nem pego as portas R4 (Airbus) ou R5 (Boeing) que ficam próximas ao banheiro. Porque, xuxu, quando o avião pousa e breca... Todo o xixi que está no chão acaba vazando correndinho até seus pés.
É.
Mas voltando ao cocô de Bombaim... Dizem que foi daqueles "de comprido", e não uma medusa. A comissária filipina descreveu o caso para o SFS (Senior Flight Attendant, ou, simplesmente, chefe de cabine) e disse que iria bloquar o banheiro.
SIM, PORQUE NÃO SOMOS OBRIGADAS, NÉ. Lembro-me muito bem do meu treinamento. Não temos a menor obrigação de catar cocô (me erra!). Mas esse SFS que tinha matéria fecal na caixa craniana obrigou a filipina a limpar a obra.
Uma coisa eu aprendi: não te mete em encrenca com filipino. Apesar do jeitinho meigo e simpático, juro, não aconselho que se meta encrenca com a mulherada. Não preciso nem dizer que a guria ficou puta e não catou o cocô, né.
Eu, tampouco, cataria. Morro de nojo ao catar os kibes dos meus cachorros. Até parece que limparia cocô de GENTE.
Pois o SFS então mandou a coreana limpar. Ela, muito inocente, aceitou.
...
E voltou chorando pra galley dizendo que não conseguia, pois era "muito grande". Hahaha!
Moral da história: só cataria aquele cocô se fosse pra enfiar na boca desse chefe maluco. É a velha história, dá poder pra pessoa e veja só a merda.
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